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Já reparou que quem gosta de Java odeia C++? Mesmo os dois tendo uma sintaxe parecida? Pode me encher os ouvidos de argumentos técnicos, mas eu descobri a razão dessa briga há uns meses atrás na Califórnia: Java é Hamlet!Isso mesmo, a história do Java é quase hamletiana, pense bem, o pai – no nosso caso James Gosling – depois de perder a cabeça por causa do C++ pede ao filho Duke Hamlet para vingá-lo, matando a linguagem inimiga.
Até aí fichinha, o problema é que a mãe de Duke Hamlet casou-se com o assassino de seu pai, o C++! Será por isso que o Java, apesar de se mostrar uma evolução do C++, tem uma relação tão promíscua com a sua linguagem mãe? Tipo, a sua sintaxe de chaves, o fallback do switch…
Bom, mas as semelhanças com a obra shakesperiana pára por aí. Java nunca matou C++, não matou nem uma outra linguagem por engano. Se acontecesse de verdade, talvez acabaria morrendo junto…
No final das contas mesmo, o que era alta literatura, degringolou geral. Surgiu o .NET, que parecia uma vilã de novela mexicana (“Eu vou acabar com Maria Afonsina!”), querendo sempre acabar com o reinado do Java. Tudo bem que Java também queria acabar com reinado do .NET, mas sabe como é, né? Java é o lado bonzinho da história, e os bonzinhos podem fazer o que quiser com os vilões. Enfim, o que era história interessante, virou uma outra mais água-com-açúcar.
Quando o Ruby chegou, tentou-se fazer o mesmo conflito C++/Java, porém agora Java/Ruby. Mas não foi dessa vez, porque pra essa história contrataram o Baz Luhrmann pra direção e os atores de High School Musical pra contracenar. Ficou um negócio tão bobinho que até uma criança de 5 anos é capaz de entender!
É, já não se fazem mais conflitos como antigamente…